Theatro da Paz é ícone de produção cultural de qualidade no Pará

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O monumento é uma obra viva com intensa agenda cultural e artística

O Theatro da Paz em Belém é um marco na história cultural da região Norte e um dos mais suntuosos espaços das artes cênicas do país. O monumento é uma obra viva com intensa agenda cultural e artística, que atrai moradores e turistas durante todo o ano. Desde a sua inauguração, há 141 anos, um dos seus principais diferenciais é a qualidade das suas produções e a diversidade dos seus espetáculos.

O Theatro da Paz foi fundado em 1878, no ápice do Ciclo da Borracha, quando toda região amazônica experimentou um tempo de grande expansão econômica. A criação de um teatro, com o porte para espetáculos líricos, era uma demanda da elite paraense ao governo do estado. A tarefa foi confiada ao engenheiro militar José Tibúrcio de Magalhães e o projeto arquitetônico inspirado no Teatro Scalla de Milão (Itália).

A grandiosidade e a beleza do monumento estão em cada detalhe da sua construção e decoração. Com capacidade para 900 pessoas na plateia, o espaço tem acústica perfeita, lustres de cristais, piso em madeira nobre, além de afrescos e peças de grande valor histórico.

O Theatro passou por várias reformas. A mais expressiva foi em 1904, quando o monumento perdeu o estilo neoclássico com a retirada de uma pilastra da fachada. Em 1963, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). É administrado pela Secretaria de Estado da Cultura.

A fiscalização de espaços públicos, como o Theatro da Paz, é uma das responsabilidades do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Pará (Crea-PA) que, juntamente com outros órgãos púbicos, zelam pela segurança da sociedade. No caso do Crea, a fiscalização tem como foco as obras e serviços de engenharia, agronomia e das geociências.

Um dos maiores desafios do Crea no estado é superar as distâncias continentais para que o órgão, além das localidades onde estão as Inspetorias, chegue também aos 144 municípios paraenses. Dentre as medidas, estão as parceiras com outros órgãos públicos, para a troca de informações, de forma que os resultados da fiscalização possam beneficiar toda a sociedade. Além disso, as parcerias permitem a realização de ações integradas que são estratégicas no caso do Pará, porque ajudam também na logística utilizada e que não raras às vezes demandam o uso de barcos e até mesmo de aviões.

Para amenizar dificuldades como as distâncias e o quadro reduzido de fiscais, o Crea paraense está investindo no uso de tecnologias e intensificando as ações de caráter educativo, com a finalidade de aumentar a conscientização da população em relação as normas de manutenção e seguranças dos empreendimentos públicos e privados, além dos serviços prestados nesta área.

Fonte: Secult-PA e Crea-PA