Carta Declaratória de Palmas

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Aprovada inicialmente pela Comissão Organizadora Nacional (CON) e pelo plenário do 10º CNP, a Carta Declaratória de Palmas elencou os compromissos e projetos do Sistema Confea/Crea e Mútua com as decisões políticas, econômicas e sociais para o bem da sociedade, tendo como referencial o tema central da 76ª SOEA e do 10 CNP:  “Estratégias da Engenharia, da Agronomia e das Geociências para o Desenvolvimento Nacional”. Confira a carta na íntegra:

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Carta de Palmas

10º Congresso Nacional de Profissionais (CNP)

Reunidos em Palmas, capital do Tocantins, os profissionais que participaram do 10º Congresso Nacional de Profissionais propõem que decisões políticas e econômicas sejam tomadas para o bem da sociedade brasileira e o progresso do país.

Com base em cinco eixos temáticos: Inovações Tecnológicas, Recursos Naturais, Infraestrutura, Atuação Profissional e Atuação de Empresas, as propostas aqui apresentadas resumem o trabalho coletivo de centenas de profissionais da área tecnológica nacional que buscam soluções para redirecionar o país rumo ao desenvolvimento, com o firme propósito de deixar um bom legado para as próximas gerações.

Inspirados pelo tema central do 10º CNP, “Estratégias da Engenharia, da Agronomia e das Geociências para o Desenvolvimento Nacional”, acreditando que é preciso retomar a ideologia do desenvolvimento, acreditando que é preciso e necessário pensar o presente com o olhar voltado para o futuro, e acreditando que a engenharia, a agronomia e as geociências são as ferramentas para proporcionar dias melhores para a nossa população sofrida, guerreira e trabalhadora, propomos:

  • • Incentivar a civilidade e a inteligência;
  • • Organizar e definir táticas e estratégias para preservar nossa terra, nosso ar, nossas águas, nossas matas e nossa produção de bens materiais e imateriais;
  • • Recuperar a ideologia do desenvolvimento construindo um Projeto Nacional de Desenvolvimento;
  • • Gestar um projeto de longo prazo, unindo os esforços de quem acredita nos benefícios que a Engenharia, a Agronomia, a Geografia, a Geologia e a Meteorologia trazem para o bem da Nação, além de trabalhar para convencer os que descreem de que essas são as armas de uma guerra onde só haverá vencedores;
  • • Promover o crescimento econômico e uma melhor distribuição de renda;
  • • Preservar nosso capital e preservar nossas empresas;

Fomentar a formação educacional e profissional;

  • • Estabelecer o modelo de formação multidisciplinar, agregando as informações de muitos campos científicos equilibrando o binômio especialista/generalista;
  • • Incentivar a educação continuada ou a aprendizagem ao longo da vida, exigência de um mundo em acelerada transformação;
  • • Reformular os mecanismos de financiamento à pesquisa de ponta para ampliar as áreas em que o país detém vantagens, como as áreas da agricultura tropical, pecuária, mineração, siderurgia, manejo florestal e meio ambiente;
  • • Incentivar iniciativas concentradas em universidades e centros de pesquisa que resultem em inovações tecnológicas, base do aumento da produtividade;
  • • Incentivar as empresas que demandem pesquisas para que sejam verdadeiros laboratórios de experimentos;
  • • Reduzir o desperdício de recursos naturais, cujos frutos impulsionam o desenvolvimento e são fontes de bons negócios para a economia;
  • • Adotar a reciclagem de resíduos para gerar produtos com valor agregado e conservar água e energia;
  • • Estabelecer que obras, empreendimentos e pesquisas sejam realizados com base em projetos executivos, contemplando o bom planejamento, baseado em cálculos reais;
  • • Garantir que em qualquer área, como a de serviços de avaliações e perícias, sejam atendidas as Normas Técnicas brasileiras e sejam realizados por profissionais habilitados;
  • • Estabelecer a firme governança de mecanismos que incentivem as Parcerias Público Privadas;
  • • Aperfeiçoar a Lei 8.987/1995, conhecida como Lei das Concessões, com a finalidade de fortalecer a presença do Estado como coordenador de bons resultados;
  • • Administrar a dívida pública e transformá-la em elemento promotor de investimentos;
  • • Remontar o setor industrial brasileiro;

Promover uma melhor administração de renda;

  • • Valorizar o trabalho e o processo produtivo;

Promover a integração do território nacional e a integração do Brasil com os países da América do Sul;

  • • Promover a urbanização das cidades, ofertando infraestrutura, saúde e educação que contemple todo e qualquer cidadão.

Sabemos que essas propostas não são tarefas fáceis de executar.

É preciso se despir de vaidades, ressentimentos, desconfianças, ambições eleitorais e partidarismos. São tantos os embaraços que muitos se inclinam a desistir, antes de começar.

Mas é preciso começar. E os profissionais reunidos em Palmas iniciaram o trabalho de reconduzir o Brasil ao seu merecido lugar, por meio do nosso sistema profissional.

Essa é a principal diretiva a que chegamos.

Atenciosamente,

Participantes do 10º CNP